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Poemas

REDONDILHA MENOR

Não é tolo o polvo:
com seus pênseis braços
o escopo traça
do azar e da sorte.

Não é parvo o polvo:
paço em paço, abraça
o que vai na taça
do bem e do mal.

Não é alvo o polvo
de entrave de opostos
nem do povo o leve
pendular de apostas.

Polvo: seus tentáculos
sustêm o que apraz
ao xadrez dos astros
e ao próprio repasto.

O polvo, em lastro
de poder, atina
o acaso do abraço,
o traçado ocaso.

Alcides Buss


EquipeDigital.com