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Poemas

CARTA AOS PISÕES

I. Você bebeu de minha água.
Bebeu e gostou, que era limpa e boa.

Quer agora o feito desfazer,
mas a água bebida não se pode desbeber.

Se quiser, consegue com silêncio encobri-la.
Mas pra quê, se o cúmplice calar-se
não combina com o mérito de haver-se?


II. Há o outro.
Diria Virgílio: persona.

Não tinha ninho quando veio.
Oferecemo-lhe lugar
e o grãozinho de amor que precisava.

Oferecemo-lhe mais: instrumentos e os nomes
pra compor o seu caminho.

Eis que no chão, porém, deixou
cair seu rosto e nisso vimos
que atrás dele havia um Outro.

Decípimur spécie recti.


III. Pra sorte minha, há Você.
Você-tantos. Você-voz. Você-alegria.
Na sua fonte eu bebo a água
da poesia - isso que me faz por dentro
o que pareço ser.


IV. Véritas numquam perit.


Alcides Buss



EquipeDigital.com