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Poemas

O GALINHO GARNISÉ

Galinho garnisé
chegou ao meu quintal
assim, de repente,
só pra brincar e cantar.

Não pediu licença nem nada
e não quis voltar
ao lugar de onde veio.
Parecia feliz em estar com a gente.

Fui logo dizendo:
te cuida, bichinho,
aqui tem cachorro
e não gosta nem um pouco
que bichos outros
passeiem em seu domínio.

E o galinho, nem aí,
só queria ciscar, brincar,
cantarolar.

Foi agorinha, há pouco.
Distraído se viu o galinho,
num piscar, na boca
do impostor, várias vezes
do que ele maior.

Não adiantou gritar, gritar,
gritar: num instante
seu grito calou
sob as asas de morto.

Era branquinho e cantava
como se todos fossem iguaizinhos
a ele: inofensivos e felizes.
O cachorro que o matou,
porém, achou que era demais
um galinho garnisé
no seu quintal.
 

Alcides Buss


EquipeDigital.com