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Poemas

AS MÃOS

No escuro mais escuro
perguntam as mãos sob as quais
se curvam as minhas, reféns
do instante – este que acaba
de começar –, qual o próximo passo?

Curvadas, aninham-se as minhas
no quase nada das palavras.
Em meio a elas, divertem-se
em não saber que o amor não salva.

As mãos – essas, quais luvas –,
inquietam-se em buscar a resposta
que, deveras, não há.

No escuro mais escuro, o escuro
se estende além do que alcançam.
Precisam romper a barreira
das trevas que as cercam.

Talvez precisem de minhas mãos,
estas, feitas de ilusão.


EquipeDigital.com