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Poemas

PALIMPSESTOS

      Para Antonio Carlos Secchin

O poeta não tem jeito:
escreve e reescreve o que já escreveu.

Pudesse, apagaria esse antes
que pesa e, às vezes, subjuga
o seu dia.

Mas nada pode,
que da alma nada se apaga.

Engana-se, então, fazendo de conta
que os escritos, de fato,
não são seus. Compõem, sim,
um palimpsesto do mundo.

Mundo, mundo, grita-lhe
o destino; tudo que inspira,
respira. É a vida!


EquipeDigital.com