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Poemas

O MENINO E AS BOLITAS

Precisa andar de cabeça erguida
– dizia a mãe, quando em casa
chegava, cabisbaixo, triste
por ter perdido bolitas
no jogo com outros meninos.

Incomodado, pensava: talvez encontre
bolitas por aí, perdidas no chão.

À noite, na cama, cismava:
as bolitas eram assim como os dias
que iam e vinham,
algumas mais bonitas e brilhantes
do que as outras.

As bolitas que perdia, mais tarde
voltavam. No bolso as apalpava,
sentindo no tato a cor de cada uma.

Perguntassem se era isso poesia,
olhando pra longe, falava
que não sabia.

Alcides Buss


EquipeDigital.com