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Poemas

FIORDES DA ESCANDINÁVIA

Os fiordes arrastam o tempo
para os ecos sem fim
onde homens procuram a si mesmos
pensando não serem o que são.

No escuro de Deus
a voz pronuncia a pedra,
o cristal; oculta-se em ânforas
no zelo da luz.

Na falta de inequívocas provas,
assume o céu a palavra: do todo
é tudo a parte partida
em dias, anos, séculos, milênios.

Meu olhar, talvez também o outro,
mergulha no próprio sopro
indizível e, assim, compensa
o mistério de estar
no estar esvaindo-se à volta,
tal se fosse a roda a mover-se
ao peso da água.

O mundo é longe demais
para nele estar-se por inteiro;
é perto demais para vê-lo
tal como é.

Somente a face mutável do instante
nos deixa olhar
o que vemos.

Alcides Buss


EquipeDigital.com