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Poemas

O MENINO DE ATIRADEIRA

Aquele menino sou eu.

Guardava a bola embaixo da cama
e em cada bolso da calça
levava pequenas pedras.
Pendurada no pescoço, ia
a atiradeira.

Perguntasse sua mãe se queria
comer, diria “depois”.

No quintal, brincava de acertar
o que nunca acertava.
Mas, tudo bem! Bastava-lhe
tirar um pouco as coisas do lugar.

Aquele menino, ai que saudade
me dá. De longe me olha
com a voz levemente
assustada.

Alcides Buss


EquipeDigital.com