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Poemas

CORREIOS

Ninguém mais envia cartas.
Morreram os poetas
ou foram elas, as cartas, que sumiram?

Tampouco os livros, não vêm mais.
Eram tantos. Com seu facho de luz
selavam o amanhã.

O correio chega com as contas do mês.
Com as multas de trânsito.
Com as compras pela internet.
Mais nada vem, nem sequer os selos
que abriam janelas
sob a tinta dos carimbos.

Digital, a vida se tornou mais leve.
Não é ruim. Engole, porém, um pouco
da concretude suave das horas
tal como em cartas e livros de papel.

Os poetas não morreram. Apenas
lentamente se dissolvem no teclado
dos smartfhones,
parecendo menos do que são.

Alcides Buss


EquipeDigital.com