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Poemas

SEM DESCANSO

Difícil alguém
que não reclame de nada.

Há sempre um joelho
que dói; uma garganta
inflamada; a maldita
enxaqueca.

Se não é o corpo, é o governo:
o buraco na estrada,
a falta de água,
a conta da luz.

No mais, tem o vizinho
de cara virada.
Tem o vidro trincado.
Tem as multas de trânsito.
E o diabo.

Ah se fosse só isso!
A vida é mesmo um cobertor de retalhos.
Os pés carregam os sapatos.

Lá dentro do sexto sentido
há uma alma que chora
e, às vezes, ri de si mesma
assustada.

Alcides Buss


EquipeDigital.com