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Poemas

A FAZENDA DO LELO

Galinhos garnisés acordam a manhã.

No estábulo bebe-se café
com leite tirado na hora.
O camargo acorda a alma.

Às dez se vai cavalgar
por entre perdizes ocultas.
O corpo começa a pensar.

Ao meio-dia o sino chama
pro almoço: arroz, feijão
e carne de boi; de sobremesa
arroz doce e canjica.

A tarde é toda de todos.

À noitinha, o fogo-de-chão
crepita: de mão em mão roda o chimarrão
enquanto se contam histórias
que não estão nos livros.

Depois
o sino chama pra janta.

A noite já alta, cada um se recolhe
ao seu canto, abraçadinho
com suas lembranças
e o barulhinho do rio na janela.

Os galinhos garnisés, na ponta das unhas,
seguram o silêncio.

Alcides Buss


EquipeDigital.com