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Poemas

METAFÍSICA DO EU

Não sou eu esse
que, nos poemas, diz
o que diz, que bate de frente
com o que você pensa.

Tampouco é isso
que à primeira vista sangra:
questões de agora e daqui.

Esse eu é outro, anterior
ou posterior aos eus
que possam fazê-lo arder
na saliva das horas.

Tampouco se trata de um eu
transcendente; é, antes,
o eu das florestas,
das águas, do sol.

E o que diz, longe
da práxis ou quimeras,
é o que queima, talvez
de amor; talvez de tédio.

Pois seja,
meu eu é mais do que eu.
É teu, é do mundo:
arcabouço (calabouço?)
de todos os eus.

Alcides Buss


EquipeDigital.com